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terça-feira, 22 de julho de 2014
Caindo no sonho
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Içado, após rendido
...do mar mais distante é que te vejo, expondo-se graciosa por sobre o cais do meu desejo, chegando incólume e com ardor ao coração, obliterando meu olhar que vé só fogo e paixão / sereia, bela sereia, me confessa só uma vez/ não tenho ti, não tenho cais, não tenho nada, tudo não passa de uma ilusão.... por que me enganas, bela sereia?
quarta-feira, 18 de julho de 2012
Professora
Quantos pequenos acham que merecem você.
Mas você não merece os pequenos, porque sabe que suas responsabilidades são maiores, pra não dizer piores.
Cuidado meu bem, senão os pequenos engolem você...
Mas você não merece os pequenos, porque sabe que suas responsabilidades são maiores, pra não dizer piores.
Cuidado meu bem, senão os pequenos engolem você...
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Sobre valores que se invertem ao cair da noite
O bem é mau
O mal é bom
Existem casos em que fazer o bem para alguém prejudica, estraga, mima e vicia.
O mal é bom
Existem casos em que fazer o bem para alguém prejudica, estraga, mima e vicia.
Existem casos em que fazer o mal por alguém enobrece, forja caráter e e salva.
A alguns alvos precisamos aplicar o mal para fazer bondade.
A outros fazer o bem é apenas um mau negócio, com a melhor das intenções, e delas o inferno está cheio, como dizem...
Aconselho pois: lembre-se da parcimônia, virtude das ponderações eternas.
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Casualidade sonâmbula
Morre uma noite, num sono, de punhal, sob travesseiro, no escuro, quarto abafado, soturno, por alguém, que o odeia, não por ranço, nem acaso, só descado, enquanto o rouba sob a lua.
Lua essa plena cheia, brilhosa e noturna, como toda lua, que se impera, nua, perplexa em seu ocaso, num soslaio de testemunha.
Morre dormindo, tempo findo, sempre rindo, da desgraça, que graça, trapaça, pensa ele, num último suspiro abafado sob seu travesseiro.
Lua essa plena cheia, brilhosa e noturna, como toda lua, que se impera, nua, perplexa em seu ocaso, num soslaio de testemunha.
Morre dormindo, tempo findo, sempre rindo, da desgraça, que graça, trapaça, pensa ele, num último suspiro abafado sob seu travesseiro.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Indubitável irrelevante
Sabe-se ele que importante ele é? Ou se perdeu novamente no inconstante, o pensamento seu mais decorrente, que é ao mundo um indubitável irrelevante, esse mísero senhor elefante?
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Encontros casuais
Sonho estar do lado da rua em que você vai estar quando andando por vielas tortas e escorregando por avenidas toscas vou te encontrar.
Mas já acredito que entre esse momento em que me encontro e um outro qualquer em que me remeto seu coração já baterá em outra vítima envenenado com a delícia que se instaurará em seu paladar.
Aconteça isso que no mesmo instante te abraço forte emocionante e num vislumbre do teu vacilo vou te beijar.
Já está esperado aquele tapa estabanado na minha cara e o grito ou silvo que com certeza vai lacerar cada ouvido que estiver nesse lugar.
Mas já acredito que entre esse momento em que me encontro e um outro qualquer em que me remeto seu coração já baterá em outra vítima envenenado com a delícia que se instaurará em seu paladar.Daquele beijo que roubado te apaixona e inconformado te emociona mas com certeza serei enfático que só funciona se daquele lado da mesma rua você em mim se esbarrar!
Noir perplexo
Um homem andando na rua cuspiu no chão, acendeu seu charuto e depois perguntou ao menino dos jornais:- E a respeito daquele crime, sabe algo mais?
- Não senhor, com certeza tudo o que sei saiu nos jornais. 5¢ por sinal, acabou de ser impresso!
- Obrigado garoto, mas só leio jornal de ontem. Meu cérebro empírico obriga-me a comprovar os fatos antes de sabê-los por noticiários vis.
- Então o senhor me desculpe se puder te confirmar o que já sabe sobre o tal crime que me perguntou. Empiricamente está comprovado que alguém fez algo que parecia fora da lei um tempo atrás, e por isso noticiaram nos jornais!
- Cala a boca e me arrume alguns fósforos que meu charuto apagou!
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Paixões geminadas
Não vou usar de meios duros pra convencê-la do meu amor. Sei que dói em demasia gostar do algo novo, que sou ancião em novas paixões, e que por isso tem medo de se entregar. Não vou mentir, apenas levar, você, digamos, na condução da música dos ventos, até a vertigem doce do embriagamento dos prazeres que nunca você
ou mesmo eu
já vimos em tempo algum.
Se sou experiente em me adaptar, sofro do mesmo frio na espinha e titubear de coração que qualquer outra pessoa;
apenas conheço a esperança de que não se morre disso quando cai a noite e morre o sol .
Solta seu corpo, sinta o encanto, deixe-se levar. Que rodopiar na música dos ventos é bom, mas precisa-se sempre de dois pra dançar.

Um beijo, me dá um beijo.
Me encanto, de ti.
Quer me encantar?
Me conta um conto.
Adoro saber da sua vida, e o que forjou esse seu olhar.
Me espanto de ti.
Quer me espantar?
Me conta
o ponto que arrepia seu corpo, quando eu assoprar.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Por quê chorava, inconsolada nos braços de sua irmã?
Por quanto tempo ainda sonharei com você, fantasma de sensações e lembranças que tem ojeriza em me abandonar? Conviverei com você em todo torpe momento sombrio de meus devaneios tresloucados? Sinto que apareça apenas por diversão, já que sabe que em meus sonhos me ama, mas me abomina em segundos reais do meu cotidiano. Diverte-se em me ensandecer, meu amor? Ama-me pelos tormentos que provoca? Indiferença, crudelíssima sentença ao réu.
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