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sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Diálogos no Principado da Sé


Hoje, na Sé, três lordes sem castelo dividiam um corotinho de pinga. Foi quando Marks Fabricy passou e registrou essa pérola de diálogo:
-E o Marreta, que oconteceu com ele?
-O Marreta? Parou de beber, agora só tá roubando!
-Só tá roubando é? Então ele tá bem! Porque eu só estou pedindo. Pedindo e bebendo, pedindo e bebendo!
Coisa que os outros dois concordaram com a cabeça e beberam um golão da cachaça nos respectivos copos americanos descartáveis, sem nem ao menos brindar ao amigo ausente.
Oito e trinta da manhã.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Chatisse pela inocência

Quantas vezes já perguntaram para o Jô Soares o que é que tem dentro do copo de café que ele usa no programa?

Quantas vezes já perguntaram pro Dr. Caio Pinto se ele é broxa?

Quantas vezes já perguntaram pra vendedora se além de Promoção se tem Pra mocinha?

A gente acha que só a gente faz a piada...

sábado, 19 de julho de 2014

Falou aquela amante de gatos

Mysterious Cat by GiovannyArceVejam os olhos desse gato! São amarelos, como âmbar, alguém dê sardinha em homenagem à fofura desse velhaco!

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Já te revelaram um segredo?


   Hoje aprendi uma coisa nova.
   Quem me contou essa coisa disse pra mim que tinha um segredo há muito tempo guardado, mas que não se importava em compartilhá-lo com alguém: os tempos já eram outros e não valia mais como antigamente.
   Mas confiava em mim porque disse que eu tinha olhos de arqueólogo e poderia me surpreender se contextualizasse a informação. Ou seja, em outras épocas esse segredo seria muito valioso, mas hoje estava guardado em um relicário por valores sentimentais.
   Pessoa z então contou a sua coisa. E, incrível, não é que era um bom segredo mesmo? Posso garantir que eu não conseguiria mantê-lo por pouco mais de 15 anos, como foi o caso; bem, talvez o mantivesse por uns dois ou três anos no máximo.
   Se bem que, envolvia outros, e envolvia o dono. Uns iria achar normal (carpe diem!) mas a grande maioria do povo é conservadora, e poderia dizer que tudo era muito vexaminoso. Obliterante da moral e dos bons custumes, eruditos diriam!
   Ou talvez ninguém dissesse nada, nem ligassem. Difícil dizer, pois tanto tempo se passou, e as coisas não são mais como antes. Mas algo eu posso garantir, categoticamente... eu ficaria pasmo se soubesse a coisa na época em questão.
   Ah, me ajudaria a confirmar uma série de teorias genéricas que fui obrigado a abandonar ao longo do tempo por falta de dados substanciais. Abriria meus olhos para os céticos ante teorias da conspiração. Afinal, não é uma conspiração se pensar. Só era daquele jeito porque era assim que deveria ser feito, e coisas assim devem, pelo menos naquele momento, ser mantidas em completo segredo.
Pelo bem dos envolvidos e de seus parentes desavisados, lógico!
   Pena que hoje não se valorizem mais essas coisas, e a pessoa em si talvez não se sinta tão especial quanto antes... mas por um momento, creio que sua estrela brilhou mais que nunca!
   Hoje não aprendi uma coisa nova, mas três.
   Aprendi algo sobre segredos e pessoas, aprendi o segredo em si da pessoa e, o mais importante, que não importa quanto tempo seu segredo ficou guardado a sete chaves, você sempre vai acabar dando com a língua nos dentes e contar ele para um língua solta como eu!
Brincadeira, eu consigo guardar ele por mais um tempo... quem sabe não é?
:)

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Professora

Quantos pequenos acham que merecem você.
Mas você não merece os pequenos, porque sabe que suas responsabilidades são maiores, pra não dizer piores.
Cuidado meu bem, senão os pequenos engolem você...

domingo, 12 de junho de 2011

Oportunidades amorosas de um ser inoportuno.

-Oi.
-Oi.
-Como é que vai?
-Não quero falar sobre isso.
-Então vamos falar sobre o tempo.
-Vai chover. Ou então vai fazer muito calor ou muito frio.
-Já pensou em usar algo alucinógeno?
-Ah, cala a boca.
-Eu gosto de você.
-Eu também gosto de mim. Por quê não cai fora?
-Minha vida é sem graça sem você por perto.
-Já a minha é um tédio profundo com você por aqui!
-Tá bom, desisto, vou fazer um despacho pra você...
-Então você acredita em macumba?
-Não, acredito que pessoas como você precisam rir mais. Foi uma piada.
-Há, de péssimo gosto!
-Mas riu...
-Ri da sua tentativa fútil de me agradar.
-Ok, então vou desagradá-la ao máximo!
-Como assim?
-Vou deixar você sozinha, aqui nessa balada, curtindo essa festa chata sem ninguém que se interesse por você por perto.
-Ah, obrigada!
-Ei, não vire as costas pra mim!
-Tire as mãos do meu ombro!
-Desculpe, só queria ver seus olhos mais uma vez.
Alguém os interrompe.
-Ei gatinha, esse idiota está te importunando?
-Ah, não enche o saco e vai cuidar da sua vida!
-Tudo bem vadia, vocês se merecem.
-Obrigado.
-Pelo quê?
-Por me defender desse brutamontes.
-Não te fiz nada, só sei me virar sozinha!
-Gosto de gente assim...
-Assim como?
-Independente.
-E quem disse que sou independente?
-Agiu como se fosse.
-E por acaso você é psicólogo pra me analisar?
-Não, sou publicitário, quer dizer, formado em publicidade.
-Então está desempregado?
-Não, na realidade faço outras coisas.
-Que tipo de coisas?
-Bem, eu tiro fotos. Mmm, fiquei feliz por se interessar pelo que faço.
-Quer saber, boa noite!
-Espera, qual é o seu nome?
-Denise.
-Não acredito.
-O quê, que eu chame Denise?
-Não, eu achei que não fosse receber uma resposta.
-É lógico que te daria uma resposta. Por acaso acha que sou mal educada? Eu só não garanto que esse é o meu verdadeiro nome...
-Então você costuma inventar coisas?
-Qual é o problema?
-Nenhum, Na realidade, é a sua segunda qualidade. Adoro pessoas criativas!
-Ah, então eu sou criativa? E o que mais?
-Adoro seu cabelo castanho, e tem um belo sorriso...
-Vocês homens pensam que a gente é meramente um corpo bonito.
-No seu caso, um belo corpo independente e criativo...
-Você é engraçado.
-Adoro fazer você sorrir...
-Não tinha como evitar.
-Não evite nada, gosto quando age assim...
-Assim como?
-Naturalmente, perto de mim. Parece que nos conhecemos faz tempo!
-Você é muito chavequeiro. Fala isso pra todas?
-Só pras mais lindas.
-Lá vem você com esse papo de beleza.
-É claro que você é atraente, mas estava me referindo ao seu eu interior, seu charme, sua graça; olha, de novo com esse sorriso que me tira do sério!
-Sabe, aceitaria um drinque, mas...
-Mas o quê, meu bem?
-Eu prefiro ir embora, está tarde e eu, bem, não importa.
-O que foi?
-Estava esperando alguém que me deu o cano.
-Como assim? Fico feliz!
-Feliz pela minha tristeza?
-Não, feliz pelo fato de que, no dia dos namorados, nós realmente tivéssemos a chance de se conhecer...
-Você me faz rir. Olha, não posso deixar de ser sincera, você é uma graça!
-Obrigado, são seus olhos. Mas então, aceita o drinque? Eu recomendo o Sex on the Beach...
-Vocês homens, sempre pulando etapas! Não consegue se contentar com um beijo antes?

Inspiração do dia dos namorados...

sábado, 11 de junho de 2011

Hoje eu vi a violência, mas não quero falar sobre ela.

Por que falar sobre a violência, se hoje é véspera do amor de união, do dia preferido do casal.
Sim, vi o que não devia e fiquei mal, mas talvez nem tanto quando pudesse se não fosse essa bela véspera.
Gosto da solidão desse dia, porque adoro observar pessoas.
Sentir a aflição do presente certo, a cara de dúvida do moço pelo terno largo do pai emprestado, pelo carro do pai emprestado. O sorriso da moça, a maquiagem e os assuntinhos de cabeleireira com as amigas...
Dizem muito sobre o teor comercial dessa data, e coisas e tal.
Ora, a vida é chata sem um pouco de poesia, aceitem as coisas com um sorriso no rosto, hoje é dia das mão dadas!
Porque eu vi a violência hoje, enquanto observava pessoas, e talvez por ser esse dia, véspera do dia dos namorados, preferi abrir meu coração, e esperar um pouco mais de amor no mundo.
Não se sinta obrigado a estar com alguém, ou de ter alguém. Sinta-se obrigado a sorrir pra vida, dar um abraço nela, beijar sua testa e desejar tudo de bom enquanto olha as estrelas apagadas pela grande lua-cheia.
Sinta-se no dever de se amar.
Mas só hoje, porque é véspera do dia dos namorados, dia que se fica na rua  vendo chegar a meia-noite para ver esse evento se desabrochando.
Outros dias, penso em outras coisas. É mais saudável variar. :)


terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Fá orelhudo

Hoje não estava muito afim de escrever, então desenhei um fá-orelhudo para postar.


Me dá um abraço? hahahahah

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Injustiça de si próprio


Aqui pintou-se
uma obra de arte
de puro acaso:
vi um homem triste
no seu ocaso
sangrava tenso
tão latejante
todo inflamado
de puro álcool.
Estava se humilhando
de boba briga
que o insuflou
da inatividade
de sua ação.
Agora perplexo
ia cabisbaixo
de bicicleta
para seu lugar nenhum.

Arco Osíris

    Poderia escolher uma cor agora e ver ela surgir clara e lúcida, feito viva cor, imutável e certa.
    Talvez uma cor primária, bela por ser improduzível de qualquer outra forma, senão dela mesma.
    Mas tudo o que vejo são terciárias, quaternárias, mista cores que jamais poderia com minhas forças compô-las.
    Odeio o caos, tenho medo do que não posso controlar.
    Será por isso minha dor, por não conseguir admirar o simples, só mesmo no plano ideal?
  
    Eu adoro sonhar, porque dormindo vivo as cores primárias.
  

Tormento, náusea: o inferno são os outros!?

Ainda não sei, mas tá errado aqui.Tudo sempre tá errado, quando certo você não está. Quando vou achar o correto se mil viéses existem para contrariar o que poderia funcionar no momento?

-x-0-x-

Quando estou lá, quero isso aqui. Quando estou aqui, poderia ter aquilo lá. Droga, droga de estranha náusea por não poder decidir! São os outros, ou de fato sou sempre eu o Nosferatu da paz?

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Indubitável irrelevante





Sabe-se ele que importante ele é? Ou se perdeu novamente no inconstante, o pensamento seu mais decorrente, que é ao mundo um indubitável irrelevante, esse mísero senhor elefante?

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Desolado

    Refugo. Tudo o que sobrou da sua vida de bagunça e ócio, violência e ansiedade tediosa. Refugo.
    Náusea de ser resto de dejetos no azulejo empardecido vizinho da latrina do boteco de estrada. E a vida é eterno enjôo para o incompetente: não era burro o suficiente para ser inofensivo, nem esperto para ir embora após a mágoa generalizada: ficava até apanhar, e sofria o ostracismo com a vergonha de se manter marginal àqueles que machucou.
    Não ia embora. Fedia à malcriação, e seus filhos, que os assim chamo por pô-los ele ao mundo, o destratavam, mal saiam das fraldas.
    Sua mãe sofria de desgosto, mas não o suficiente para ser levada por Deus. Ficava lá, se esgueirando embrulhada numa coberta, sustentando-o com pão, cachaça e palavras de juízo. Qual o quê, ficava com a comida e a aguardente, e em sua embriaguês estapeava e culpava a pobre mulher. Aqui se paga, dizia, e se fiz, foi por você, velha maldita. Em qual situação resolveu pôr-me nessa miséria de mundo! Vadia! Amaldiçoada!
   .... e chorava. Chorava muito. E cobria sua ressaca com cabelo penteado pra trás, parafina e roupinha bem passada. Pedindo perdão pra tudo e todos, como o mais sofredor dos seres. Mas quem de soslaio o olhasse clinicamente, via no seu olhar de cenho a maldade. Hipocrisia dos vermes.
    Escarneado seja, refugo!

Why so Serious?

    Por um momento pensei que a vida fosse ficar mais calma. Tanto tempo longe de tanta gente que não me quer por perto. Até que, tal qual uma lufada de ar quente no balão do meu destino, recebi a predição do cigano:

"você terá um novo colega de cela. e vozes dirão a ele que você é um demônio."


    Levar a vida a sério pra que? Ela acaba logo mesmo...

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

São José do Rio Preto

Vista da Represa de Rio Preto
    São Hell City, paradisíaca cidade do interior de São Paulo fundada por mineiros. Não imaginava o que iria encontrar lá, quando fui passear sem lenço nesse feriado  da proclamação da República.
    Linda, quente, limpa, cidade educada e muito agitada. Posso garantir que 3 dias só serviram para me apaixonar, pois é muito pouco tempo pra conhecer pessoas tão alegres que incendeiam a cidade com um contágio que não cheguei nem a presenciar na interiorana Ourinhos, terra dos meus que costumo visitar todos os anos.
    Prepare-se para muito sertanejo, idolatrado nos arredores. Mas também para se surpreender com uma vida noturna muito agitada, com direito a culinária diversificada, e bares muito bem freqüentados, além das festas esporádicas.
Thermas dos Laranjais
    Quando estive lá, fui na http://www.choppfest.com/, na Vila Conte, um lugar bem bucólico pra "ornar" com o Leitão à Paraguaia, chopp Brahma e som de Rodeio. Muito legal. Fui também ao curioso e divertido Vila Dionísio, um super Pub muito legal com um cardápio de centenas de cervejas e vários graus centígrados abaixo do calorão da cidade, além de um repertório de bandas da diretoria http://www.viladionisio.com.br/riopreto.php.
    E porque não dizer, aproveitando minha estadia na região, andei alguns quilômetros à mais até Olímpia para as Thermas dos Laranjais http://www.thermasdeolimpia.com. Passeio top para descansar, tomar cerveja com os amigos e curtir muitas piscinas com água vulcânica.
    Passeio imperdível. Recomendo com força para qualquer um. Posso pedir de aniversário 1 ano de passeio em São José do Rio Preto?

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

É fácil ser difícil. O difícil é ser fácil.

Aline - Tá difícil....
f - Difícil: palavra fácil de se dizer
Aline - Fácil: difícil de acontecer!
Luci - Acontecer: basta fazer!  

Albergues, gringos e pernilongos

     Entrei no albergue em Brasília, lá pela meia-noite e meia de domingo. Noite difícil pela frente, com batucada de Peruanos, Bolivianos e Venezuelanos em um congresso de arquitetura que iria durar até terça-feira. Um calor insuportável, pernilongos comendo solto.
     Entrei no quarto, meio claro, meio escuro, e escutei dois caboclos conversando vagarosamente em Inglês, como que tentando se entender em uma língua que não era materna pra ninguém, mas abraçava a todos nesses momentos.
     Um israelense e um campineiro, filosofavam na capital mais futurista e esquisita que esse mundo já conheceu, acerca dos segredos do universo.
     Cumprimentei os dois, arrumei minha mochila, pus meu pijama e deitei num dos beliches vazios. Daí, o Israelense, todo enrolado em um lençol (pernilongos?) naquele quarto abafado, me perguntou "What is the meaning of life?"
     Pensei um pouco, me concentrei em um sorriso encabulado, e respondi sem graça "42!". Funcionou, eles conversaram um pouco sobre o filme do mochileiro das galáxias, e eu aproveitei pra fingir um pouco que dormia.
     Mas, sério, enquanto estava com os olhos fechados, veio à luz a hipótese da alegria através do entendimento de que o fim é inevitável. É bobagem, lógico, mas eu estava num albergue no meio de uma terra desconhecida! Acho que mereço o esforço!!!!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

... na chuva?

A tarde de chuva passa, pois foram tardias nossas decisões, e a deixamos passar de forma inefável.

Chora moça, chora tal qual a chuva que não tem medo de cair por teus cabelos...

Suspira em seus lábios, sussura seus desejos no meu ouvido, enquanto o sol não vem.

Que se te mostro meus anseios, te sufoco de paixões e te mato de carinhos, os mais íntimos que conseguir.

Niguém segura as intempéries da natureza, nem o amor daqueles que são sinceros com seus corações...

... chora moça, chora com a chuva e aguarda os beijos meus!

Como água.

sinto sua falta
um sentimento puro
que limpidamente sinto que me machuca
como água, parece tranquïlo,
mas é turbilhão e pode matar.

porque não corre,
por mais longe que esteja hoje,
pra perto dos braços meus?

porque não vem,
por mais ocupada que esteja,
pra perto dos sonhos meus?

que aqui será tratada
como princesa, como fada,
e se não puder ficar
garanto que feliz viverá
com as lembranças que levar.

vem pra perto,
que sinto sua falta,
e se não aguentar mais,
pode isso me matar.