terça-feira, 19 de agosto de 2014

Erros e dor. Fé e perdão. Amor então, enfim.

Melancolia, por não poder lutar, sentir e não poder ao menos suportar uma dor indizível que vem de um âmago de um ser que quer de qualquer forma, não ser.
É triste ver alguém tão perto chorar, e saber que parte metade ou parte completa da culpa está lá, quando entrando no banheiro se olha no espelho e num absurdo se vê.
O que pode fazer, se não pode fazer, nem sabe lutar porque não tem a força e o tônus que se vê aqui e ali na tv de saber ao certo as palavras corretas e num gesto homérico de aptidão às difíceis causas da vida olhar bem nos olhos da pessoa amada que está quase perdida e dizer as certeiras palavras de perdão.
Mas aí vem a questão, desculpas pelo que, se apesar de acusado, réu e culpado, ou outro termo qualquer, que queira então dar-se a si, não tem mesmo noção de sobre qual mesma é a fatalidade que causou você enfim, para que toda a situação chegasse ao fatídico ponto em que fez com que você praticamente visse sobre suas franjas levantadas no espelho a maldita marca de Caim fronte adentro?
Não mais resta lamentar, o que precisa fazer é manter a calma e quem sabe, esperar, parado um tempo sem fim, até que toda a poeira do mundo se abaixe, e você, solitário e confuso possa enfim, saber as opções e caminhos que restaram então.
Força companheiro, que apesar dessa luta ser só sua, vários outros a lutam, lutaram e certamente a lutarão. Não está só quando pensa que as mágoas e dores causadas unicamente por você também foram unicamente causadas por infinitos outros alguéns.

Amor. E fé. Errar, aprender, seguir em frente, sentir então a paz por não abandonar. Seguir. Fé. Amor.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Elementos de um conto balanceado


Se você quer escrever um bom conto, ou short story como dizem os anglófonos, deve começar por uma balanceada. Existem cinco elementos para se contar uma estória. Estes cinco elementos são os blocos construtores da estória em si, e se você focar em um desses elementos em demasia pode desequilibrá-la e deixá-la fraca. Esses cinco elementos são:


  1. Ação. O que sua personagem está fazendo?
  2. Diálogo. O que elas estão dizendo?
  3. Descrição. O que elas estão vendo, ouvindo, tocando, degustando ou mesmo cheirando?
  4. Diálogo interno. O que elas estão pensando?
  5. Esposição/Narrativa. Quais outras informações o narrados (i.e. você) quer que nós saibamos? 


fonte: Bunting, Joe. Let's write a short story. ebook published in 2012 by The Write Practice

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Advertência sem conteúdo plausível

O que quer saber sobre mim? O que acha que pode descobrir sobre mim? Não creio que vá ter sucesso, se não souber observar os detalhes. Porque tudo aqui são enigmas, e esse ramalhete que carrego nas mãos não contém flores, mas uma espingarda. Aqui amigo, você é refém da minha ilusão.

Pra que se ouse peço que decida!

Precisamos tomar uma decisão. Qualquer uma que seja, porque alguém está tomando por nós. Veja os lírios, veja as margaridas nesse jardim lindo que é coisa de pousar anjos. Quem foi que mandou plantar margarida, samambaia, avenca, capim-santo no sopé? Se não tomamos a decisão, alguém tomou ela por nós. Eu estava andando na rua, vi uma faixa vermelha meio marrom, que corria um quarto de rua por toda uma vasta extensão. Queria o que aquela faixa, que saia do cruzamento do nada e ia até a ponte do lugar nenhum? Não sei se mesmo intentava querer, o que importa mesmo é que a placa dizia ciclofaixa e agora temos um lugar, meio que sem sentido, para depositarmos nossas bicicletas e sair andar por aí. Tudo bem que não e funcional, afinal de contas, bicicleta nunca foi meio de transporte no Brasil, bicicleta é brinquedo, então as ciclovias são faixas longas que chamaram de solução para calar a boca de argumentos em manifestação. Todo mundo gritou, ninguém decidiu, então veio um outrem e sozinho tomou decisão. É assim rapá, se você cuida do seu nariz, o nariz tem um dono, se não cuida do seu nariz, alguém é dono de você. A vida é um desvario, mas não significa que deve ser abandonada ao bel prazer como o nau à deriva. Porque aos moldes do grande oceâno, os perigos são imprevisíveis para aqueles que não traçam rotas e fazem provisões. E isso te deixa uma mensagem clara, que seu não cuida de vossa pessoa, o perigo acaba sendo você às outras pessoas. Acha que não, pois veja que as maiores picardias são desastrosamente executadas por uma entidade irresponsável. Não precisa ser insano o cidadão, ser serial killer ou homem-bomba: basta tomar uma dose ou duas de cachaça e mostrar para aquela menina que estava paquerando do outro lado da rua como é um valente rachador no volante. 
Zero a cem em dez segundos, uma virada no volante errada, uma freada brusca super derrapante e em quinze minutos você acaba de matar vinte pessoas num ponto de ônibus. Pronto, virou bandido em coluna policial! Você não quis decidir sobre seu caminho na vida, a imprensa marrom decidiu seu escárnio através de uma fictícia maldita sua vida pregressa. Horríveis palavras, eu sei, não quero simplesmente chocar você ou ele ou a nossa geração. Tudo o que faço nesse linguajar rocambólico e sim chamar atenção. Essa dita pelo fato de que, se você não tomar uma decisão, uma decisão toma você, da noite pro dia, de supetão. A vida é feita de escolhas, chapa, e seria bom para variar você se prestar a estar no controle da situação. Ação, luz, câmera. O palco está montado, a câmera está gravando, agora só te falta atuar. Ou quer que eu de a deixa pra você? Tá bom vou soprar. A casa tá caindo. Sim, comece por aí, a entrar em pânico, ter medo e ansiedade. Porque brasileiro é assim, leva assuntos sérios na calma, com tranquilidade e bom humor. Roubaram naquele lugar ali e não pegaram o ladrão, tudo bem, um dia pega. Pegaram, mas não prenderam, tudo bem, um dia prendem. Prenderam mas soltaram, tudo bem, vai ver ele nem era mesmo culpado. Agora aquele cara te fechou no trânsito, merda, buzina pra ele, tenta alcançá-lo, vamos que eu desço do carro junto com você para encher-lhe de sopapos. O curintia perdeu, vou pro buteco pra dar tabefe em quem ousar me tirar. O parmera ganhou, vou quebrar tudo porque eu preciso da porra do comemorar. Ah, moleque, que coisa feia esse pensamento torto que é o nosso. Se acalma nas horas erradas, se irrita nas horas terríveis. Será que a gente faz isso por que sempre quis assim? Não, acho que não, acho que por simples que pareça, parece que decidiram pela gente que brasileiro é povo pacato e tipo gente de bem, não liga pra política ou religião desde que não mexam com a mulata dele na praia nem lhe acabe o prato do feijão. 
Pode até subir o preço da leguminosa ou cair a bunda da devassa, mas seguindo os padrões do não fazer nada radical pra não assustar. Brasileiro não gosta de susto, e isso faz com que ele meio que parta pro reage, e então quem decide mesmo pela forma de agir do povo meio que não deixa ele ser pego assim tão tão com as calças arriadas na mão. É preciso agir, é preciso lutar, é possível ousar, é passível de mudar, basta querer, basta sentar um dois, três vizinhos, um mordomo, dois porteiros e um meio-irmão, e como se estivessem na roda de samba se unir e discutir a situação. Acho absurdo que assunto sério não vá pra mesa da cozinha, além da feijoada e do você. Isso não sei se é do português, do americano, do militar ou do senhor-presidente-mãe-dos-pobres, o importante é que é um tá que tá e que precisa meio que rápido de se mudar. Penso assim. Decidi pensar assim. É o meu direito, direito de um normal cidadão do povo, leitor de livro de sebo e bebedor de cerveja em boteco de esquina. Então decidido, deixei também escrevido, que é para assim espalhar opinião. 
Porque escritor tem dever de defender ideia, proteger um ponto de vista, propagar uma opção. Creio que o que queria ter lhe dito já esta nesse ponto por escrito, e resta a frase final, a que serve pra marcar o texto, como mote, moral ou conclusão. Peço que não se esqueça que a vida é dura, mas muito mais feito de pedra é um homem com faca e queijo na mão. E esse homem existe é você, só basta você que veja isso, e saiba disso dos segundos que se passam de agora até o seu momento final, amanhã, semana que vem, ou em um eterno ano-luz de conclusão. Mas tudo começa assim, de leve, com uma premissa, que deriva tudo do que por si só vai acontecer: frase final, qual é a sua, velho, a sua próxima decisão?

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Mais amor, menos reunião

Reunião, conjunto de pessoas, unidas por um fim comum. Aglomerado? Agregado comunitário, sociabilidade, obrigação? Não. Reunião não põe pão. Aqui as coisas vão e vem conforme as ondas que já vinham e voltavam ontem ou a meses atrás. 
Nada muda em uma reunião, só amplifica. Mal humor, ansiedade, desespero, desinformação. Alguém denuncia intrigas na reunião. Outro insiste, coage, propina, precisa de asseclas, precisa de participação. Mas para que seu lado mais forte prevaleça suas condições egoístas de impositor. 
Imposição, está aí uma boa palavra que sempre rima com reunião. Vamos comunicar novas regras, novas rotinas, novos horários de atendimento, uma nova ordem de demissão. 
Em massa, individual, quem sabe, está vindo aí uma nova onda, que a nova ordem é cortar gastos, tudo aqui é alto custo. 
O chefe anterior extrapolou, as metas não foram cumpridas, muita coisa que era pra rolar foi pro funil. 
Qual esperança, quem falou em confiança, a ordem do dia é desapego, é trabalho gratuito voluntário, é força tarefa pra empenho no sábado. 
Quem disse que coisa boa aparece quando um amontoado de gente que tem medo uma das outras se aglomera em um cantão. 
Que negócio floresce quando o pior pesadelo é agora o melhor amigo de qualquer pessoa? Um desastre, um cataclismo, Armagedom, mudança de planos, plano b, sem plano algum, o plano agora é montar currículo para mandar mercado afora. Sigilo total, segredo é o mote em qualquer situação. 
Ouviu burburinhos, alguém disse algo que parece que é quase certeza, parece que tudo não passa de ilusão, miragem, mágica, alucinação. 
Ninguém sabe a extensão do prejuízo, ninguém sabe quem errou primeiro, se veio de cima ou de baixo, se cortaram a cabeça da diretoria ou a pancada é pra quem tem RG número par do setor. 
Não adianta, não estressa, respira fundo, olha o coração. 
Três pontos de safena ano passado, já bati um carro, arranhei a van de um terceiro, uma não mas três multas, vinte e cinco pontos na carteira, tudo pelo horário, o maldito relógio, razão mor e pai de todos os atrasos. Vamos ser objetivos. 
E por falar em objetividade, vou contar uma história muito engraçada. É sobre meu filho, aconteceu na escola, ou então é algum vídeo engraçado que eu vi. 
Sim, aquele que vocês também viram, mas vão ter que escutar, afinal sou o chefe, e a vida de vocês me pertencem, pelo menos durante as oito horas seguintes, se não formos contar as horas extras caridosamente doadas e contabilizadas como trabalho voluntário. Como se existisse altruísmo na escravidão. Reunião, conjunto de pessoas, unidas por um fim comum.

lamento por Robbin Willians

Um bom homem morreu,tornando então mais triste as tristes tardes de domingo. Alguém particularmente especial, que chocou a todos não só pelo seu falecimento, mas pelos meio e motivo que aconteceu. Pois ele era um comediante, conhecido por seu jeito de trabalhar doce e ao mesmo tempo delicado, construindo uma carreira repleta de papéis com personagens de ímpetos motivacionais e que lutavam contra a baixa-estima, o descaminho, a violência contra o próprio ser. E estranhamente tinha ele o perfil na vida real de uma das tantas pessoas que contracenava com esses seus personagens: era dependente de cocaína e álcool, tinha problemas seríssimos de depressão e uma necessidade diária pela aceitação, particularmente de estranhos. É fato que chegou a buscar clínicas de reabilitação e apoio da mulher, parentes e amigos. Mas talvez por não poder ser doutor de si mesmo, não encontrou alguém à altura de seu talento e carinho para salvar-se dos seus fantasmas interiores. Então, num momento de desespero trancou-se em seu quarto e, usando de uma cinta de couro, pôs fim à sua dor suicidando-se por asfixia. Um bom homem morreu,tornando então mais triste as tristes tardes de domingo.

sábado, 9 de agosto de 2014

Inspirational

If you want something you’ve never had,
you have to do something you’ve never done!
Kimnesha Benns

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Poema

P̢̙̮̻͉̼͉ạ̜̦̻̕r̙̙̟̝̻̯a̻ ̶͙L̡̤̹̞̠͍̣i̩͙͈̟̙͇̫l̸̬͈̫̩̭ͅi̟ ̖̲̹͢d͎̳͝o̸̲̺ F͏á̴ͅͅ
̶̝̱͇A͏̤̻͚̹̝ͅs̙̜͙̙̣͉̱ ̡̲̟͚͙ͅc̝̰͎̳͟ͅoi̵s͞a̩͖ͅs͕̬̮͈̼͙̕ ͉͎̥̤̱͞n̵̞͎̜̺͎̗͍ã̻̹̰o̴̲̣͓͎̯̖ ̤̭̰̩͔̣̠a̵͚̥̼ͅn̲͓̩̳̘d̨̼̩a̰͢m̺͞ ̶̗̤̱̠̟b̸͙͓̪̠͉̰ọ͞a̼̖̩̥s͓͞
̝̠̼̘̙̼́A̜̪q̭̼̺̜̗́u̲̙͉̪̤i͏̝̲̟̯͙ ̜̠͞nḁ̞̘̗͎̭͔͠d̬͜ạ̜̖͇̝̥̯ ̭̩͎͇̩v̗͚͢ͅa̜̲̫̭͓i͖͔̳ ̤̯͙̜͚͜b̛͖̹̪̼̠e̙̘̖̝͙m҉̠
͙̬V̧̥̙̤͕̹͙ͅo̜c̝̺̮͈̦͠ê̦͈ ̦̘e ͇̝͎̰͔̘e̵̥͍͖̘̮̙ù̞̻ ͍̯͕̗͕̬͜e͔̲̠̕s̯͢t̛̯̮̪̭̮a̫̘̩̰̣̫͔͞m̴̝͕o̼͕͟s̢͔̭͈̼̜ͅ ̣c͚͚̝̝̬o̷̼̙͍̘̰ǹ͍ḍ̝̞̫́en̪a͔͖̟͖̘d̵̖o͔̯͈̝̤͡s̩
̜A̖͔̳̳͎̦͟ ̬͍̪̙r͏̗i̴̮̺̩̣͕̦r͢m͔̜̱͜os̷͈̲͇̤͕͉ ̧̖̘̩̦̟̘à̛͎͇ ͈͈t̰̼̟͝o̧̫̺͖͖̟ą̥̲
̧̟̰Da̪̜̼s̵̘͙̥̝ͅ ̶͈̮͔͉͙̥̻r̪̞̟̝͚͔͟ṷ̧̘͖̪̫í҉̤̖̝͙͍n҉̥ạ̲͖̕s̞̥̯̪ ̵̳̭̤̥̮͓͔f̨͕̱ṛ͉̞̳͟ư̟ͅt̘̠̟͕̮̕ͅo̶̪̝̞̫͖̺̻ ̡ḍ̢ͅè ̭͓̹͍͙d̳̮̫ͅiś͓̖̱̥c̠̳̹͎̜̘ó̥r͎d̜̹͎͖̱̥͢ḭ̻͓̣͝ͅa͈̗͙̖͘s̯̥͖͇̱͜ͅ
̶̪͈̗Ȩ̮̥̮spe̻͇̹͔̲͢r̫á̳̼̝̰ͅn̻͉̟̟͚̯̺͡ḏ̢̫o̯̪̦͇̤̗ ͖̙̫͕a͎͙͓̱̲̣̹j͏̜̝͚̣̰͍͔u̠͢d͏̥á̹̰̙̣͍,̖̼͍̲̫͔͠ ̼̼͇̕e͠ss̢̬a̰͍̦͝ ̼̗͈̞̪̯͞q̘̫̙̗̯͎͍u͖̰̥̱̮͝e͉̲̘̣̥̜ ̵͚͍͙̘n͏̫u̞̜͎̘̪͝n͏c̳̗̮͠a͏͉̹͚̖̮̰ ͎v̖͎̠͚e̸̲ḿ̟
̬̳͓͘S̴̹e͓j̬̠̲̭̝̱a͚̜m̡o̲͞s͈͍̩̜̮̦ ͙̝͇̯͝ͅś͚e͜n͇̠̫̖s̠̥̪͕̤̫̹a̗̕t͕͉o̢̝͖̘͇͙̗ͅs̢
̪̩́P̭̙͍a̲̘͖͈̤̯̕r̜̩a̸̯ ̗̰̗͖n҉̣̭̜̩͓ã̯̖̹͕o̞͔̞̠̬̰̕ ̧̻m̰̫͍͓͉ͅa̳̩g̨͇̗̙͎͕o̙̰̹̰͈͍̻ąr̦͈̟̼̙͎͇ ̩̹͚͈̀n̷͉͎͔̺͚̹i͖̜̠͚͙ņ̺̪̝̻̲g͔̳͖͈u̩͈͘é̡͔̥̫̤m͕̞̼̬
̴O͉̻ ̛̭͔̲f̼͕͚̠́i̶̳͖m̞̰̪͝ ̙é̳̲̠ f̨͎͉͇͙͖̘͎a͉̙̺ͅt̳̫̝̘̥o̳͕̻̙̬
̷̳͍M̡̘̪͈̞a̲̗͖̗s̲̦̳ ̜̪̜͝a̟̪pre̛̠̦͕̲̰s̹͚̲̰̱̼͙͟ś̳͉̹̗̪á-͈̟͚͇̮̗͜l̗̠̙o͉
͔I̷̬̹͇͚s̯͔̹̱̩͔s̠͍͓͎̭̖ͅo̗̦̤̗̣̝̪ ̲̥͎̲͠n̩͔̗̩͎͙̘ã̦͈o̬̮ ̸̟͕͕̹̘ͅn̩͎͝o̦͉ͅs ̬̘c̰̼͉̞͝o̶͈̮̝͍̯̙͚n͖̙vé̮m̦̤͓͟
̬̝̥͔̹̲̝Q̤̼̖u͚̣͞e̯̘͍̗̺͚ ͖͔̝̺̹̞͖t̡̖̭̖̝ͅa͉l͙ ̦̱͎̥̹ͅq̫u͇e̱͎̝̣͟r̙͓̩̖i̕d҉̯̥̩a҉̯,̢̝̦͕̺ ̠̮͈̰͓̯se n̦̼̲̘̖͓͍o̻s̷̠̖̙̰͕̘̙ ͇́d͜é̱͎̲̗s̶͙͚̘͖̖̺͉s̮͉̩͓͝e̵̠m̸̤̤̦̣̣o̢s͔̩̣͍̞̫̯ ̦a͇͈s ̹̙̗̭͚mạ͔̞̃o͏̙̦̥͔s̬̦̞̗
́A҉̪̙̭s̸͙̫͚̝̭s͎̘͕̗͎̰͢ị̕s̜̠̪t̹͕́i̴n̯̰̩̪͚̗do͙̲̗͢ ̣̰̺̦̣̼d͇͈̠̠͉o͉̭̦ͅ ̹͙̼͎̜́ţ̺͎̠̲̙̱̻o̤̪͡p͇̙͚͞ǫ͖ ̯d̩̼͈͎̗ͅo͏͎̘ ̛͙͖̣̜n͘o̡̪͖s̡͎̮̩͈̫͉s̲̫o͇̫̱̻̮̖̝ ͈͇͖p̺͠ȩ̯̺̙̟̻n̼̪͇̪h̩͍̺a͡s̭̪͚̳̞ͅc͔̤̣͍o͏͙̣̩̲͈
O̕s͙̤̙̖͠ ͏̹̫c̶̪a̧̗̯̼̻̬͔t̛̥̼͕͉̳̣a͎͔c̟̪̣͈̳͙͕l̢̼͙i̮͍̖̜̭̝̠̕s̤̥̼̯̭͠m̧͖͚͍̟̮a̪s̨͎̩ ͓ḙ̬̖̞̣͈̹m̨̩̯̤͚̮ ̗͚̥͉͚̜̦e͔̻̭̱͈̣s̵̮̦̘̦̗p̬͕̤̭̼ͅet̜̣̳̦̕á͈̻͍̳͚̬̫͡c̼̪̰̰̟̣u͉͖̘̪lo̗ ̲͙͖̠̳̕ͅ
̶̜͎̬̯ͅS̛̠̞a̪̻͙̖ḭ̤̗͓͓̭̦n̻͇͈̼̘d̷̳̞͕̭ͅo͖ ̺͉̜ḓ͔̻͈͉o̩͈̰ ̠̳͙b̜̺͔̻̙rì̻͎̰̖̩̹l̡̜̻̟̖h̼o̢ ͎̙̪̲̫ͅd̰͓͖̳̝a̘͍͉͚͡s̝̳͉ ̦̫̰̟̜̪̲e̴x̱̩͜p̷͇͍͈͓̰̤l̡͈̱͉̙os̷̜̼õ̥̻̭̠͖̲̟e͏̲̼̝̰s҉̪ ͖̼͙͍̖͇̝̕d͈̘͓̜̰̲e̪͇̮͘ ̨͍̜̫ḽ͔̰̫̝̤̭a̻̣̼̭̣̝̪͝v̬̺̯a̟͈̼̟̗̮ ̭̳̝͈̮̘̺v͙͓̹̗̥͚͜u̦̻̯̗̫̥l̼̘͓̪͇͎c͉̤ͅâ̖͔͖̻n͢i̛͓̙̻c̮̥̱̱̯̙̬ḁ̷̣̗͈̙ ̮͉̻̬̰̲e̢̺͇̖̱̥̟m̷͔̩̩̳͎͇ j̯̯͖̥͠o̤͇̣̟͓ͅr̻̼̜̣̖̱̩ŕ͓͖͉o͏̙̭̲͕̟̹
̤̰͎͉F̰͚̪͎͔o̧̤̣̬͙̩̪r͖̙̥͔̕m͜a̻̠͍̣̣̫̻n̬͔̠̹d͠o͍̥̯̯̭ ̳̞̯̝͟m̦̫̘͕̦̳͢a̪͚̱̼͕̝g҉̺̳̳n̲͙̞͖͓̻í҉f̫̗̪ͅi̞̭̹c͕a̵s̰͎ͅ ̜͍͚̗͎̞́f̲̣͉͉͍͇o̘̮͇̲͈̺̗r̷̺̞̙̞͍͚m̶a̞̼͍̰̫̺̙͝ş̰̻̜̮̮̻̯ ̫̹̘͓̀a͉͕͕tr̲̖͚̰̝̘oz̸͉̥e̜͓̗̟̻̩ş̣̯̘̮ ̜̰d̖̕e̗̫̯̬͓͉f͇̕r̢̰̠̦͕̠̖̜o̹̹̳n̛t̻͍̣e ̬̱̥̺̀a̷̹̪̗̬ ̡̪̗p͎̯̹̥̯r̖i̷̲̮̖͚̳͕̫m̵̻o͓̩̦̞͟ṟ̪̱̰̗̺o̪̮̺̟s͍̖͙̩͖̘͇̕a̖͚ ̗̩̫e̻̝̘̤͈̕s͕̞͓̱̼̗̜͝c͏̼̮̖u͓͈̜͔̭̟͔r̙̙͎͇̮̭i̩̮͖͙̼d͚̥͙̳͔ã̟͈̜̬͕͎͖o̟͇?͖ ̢̞

As coisas não andam boas
Aqui nada vai bem
Você e eu estamos condenados
A rirmos à toa
Das ruínas fruto de discórdias
Esperando ajuda, essa que nunca vem
Sejamos sensatos
Para não magoar ninguém
O fim é fato
Mas apressá-lo
Isso não nos convém
Que tal querida, se nos déssemos as mãos
Assistindo do topo do nosso penhasco
Os cataclismas em espetáculo
Saindo do brilho das explosões de lava vulcânica em jorro
Formando magníficas formas atrozes defronte a primorosa escuridão?

terça-feira, 22 de julho de 2014

Caindo no sonho

Quando você sonha que está caindo é porque conseguiu viajar até o mundo dos sonhos, e lá conseguiu aprender algum segredo. O problema está quando lembra que está dormindo e tenta levar esse segredo que aprendeu para o mundo acordado, e então os guardiões do mundo do sonho fazem com que você caia de volta pra sua cama. E quando acorda, não lembra do segredo, apenas que estava caindo.

Depressão e progresso

Na minha opinião, os grandes gênios do mundo tinham depressão. Pessoas deprimidas ficam sozinhas, pensando, e criam mundos e coisas nas suas cabeças para compensar o mundo ruim à sua volta. Quando elas mostram esses pensamentos pra gente na forma de quadros, músicas e livros, eles deixam o nosso mundo real mais feliz. O mundo seria muito chato se não existissem pessoas deprimidas para deixá-lo melhor!

Chatisse pela inocência

Quantas vezes já perguntaram para o Jô Soares o que é que tem dentro do copo de café que ele usa no programa?

Quantas vezes já perguntaram pro Dr. Caio Pinto se ele é broxa?

Quantas vezes já perguntaram pra vendedora se além de Promoção se tem Pra mocinha?

A gente acha que só a gente faz a piada...

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Totarquia: todos mandam no gigante


Por  (SP) em 12-04-2012
(do grego okhlos, multidão e kratos, poder) não é, rigorosamente, uma forma de governo, mas uma situação crítica em que vivem instituições, ao sabor da irracionalidade das multidões. O termo indica o jugo imposto pelas multidões ao poder legítimo e à lei, fazendo valer seus intentos acima de quaisquer determinações de Direito Positivo.
A oclocracia também pode ser definida como o abuso que se instala num governo democrático quando a multidão se torna senhora dos negócios públicos.
Segundo a visão clássica aristotélica, é, como a tirania e a oligarquia, um dos três tipos específicos de degeneração das formas puras de governo - da politeia.

sábado, 19 de julho de 2014

Fá e Lili


Resposta ao poeminha ruim


E caiu,
não foi a maçã
foi a moçoila 
que parecia sã

caiu de madura
não pela idade
pois, na verdade
viu oportunidade

queria um braço
e depois de um passo
ganhou um abraço
e evoluiu para um amasso

que pouca vergonha
ali embaixo do pé
um tal de nhola
e furipororiquequé!!!

poeminha ruim mas de boa intenção‏


Picture courtesy of unknown artist
Lili estava na árvore 
de tanto mexer, caiu
o fá viu a cena, correu ajudar
sorriu
A Lili tava caindo
mas nos braços do Fá
ficou
Então se amaram
para sempre
como ninguém que 
existiu
E os dois se beijaram
e vermelha a bochecha do fá 
ficou
Os dois viraram namorados
e tiveram um final feliz
viu?

João Ubaldo morreu



Quando fiquei sabendo da morte de João Ubaldo, fui correndo descobrir que dia era hoje. Porque precisava marcar o dia em que Itaparica jamais seria a mesma. Que pena para o Brasil, para os leitores da língua portuguesa, para o mundo. Caras legais deveriam ter bônus de permanência.

Só Deus é grande

A Divine Being by orij
Deus existe? Deus não existe. Deus existe? Deus não existe. 
Por que causa tenho que ficar lutando para chegar à uma conclusão final sobre esse assunto? 
Sei que sinto sua presença nas vezes de dúvida, e quando peço que ele apareça sempre sinto que ele me atende. 
Me atende ou me obedece, me atende ou me obedece? 
Obedecer no sentido de ser sua presença apenas efeito placebo da minha imaginação. 
Ou obedecer no sentido de que tradicionalmente parece que Deus tem uma obrigação infinita para conosco, no sentido de que não importa quanto o desprezemos ou contrariemos suas regras, simplesmente voltando atrás e nos arrependendo atende à regra de ouro de torná-lo ao nosso lado novamente. 
Lembro-me de alguns momentos que senti ele na minha presença, e foram momentos que chamei-lhe ao meu lado. 
Será que é assim simplesmente porque nossa teimosia é ínfima frente à paciência titânica do onipresente? 
Ou porque ele mal sabe que nós de fato queríamos maltratá-lo, ou magoá-lo? 
Penso em quantas pessoas gostariam de ser deuses, e gostariam de fato de sentir o prazer de pegar seu lugar para sempre universo afora. 
Coitados, pobres coitados! Não imaginam a tristeza e a solidão que é ser dono de tudo por todo o sempre.

Isso me faz lembrar dos meus sonhos almejados na época de faculdade. 
Me idealizei eterno, ou pelo menos com uma sobre-vida fabulosamente maior que qualquer ser humano já vivo nessa terra. Então me imaginei me formando médico, engenheiro, advogado, sendo um cientista com pesquisas extremamente aprofundadas, um especulador com talento nato apurado por séculos sobre qualquer espécie de negócio, o prefeito, governador, presidente, chanceler mundial, o próprio Fuhrer! 
E então, com todos os bilhões acumuladas, com meus descendentes comandando todo o planeta, nada mais se importando, e toda minha história caminhando para a involução. 
Deixaria minhas fortunas para trás, as guerras, a esperteza e a especulação, a sabedoria e a cultura, e assumiria cargos vulgares, trabalhos ordinários em funções triviais. 

Misturar no mundo, o anonimato, o viver mais um dia simplesmente porque nenhum luxo seria bom pra mim, nenhum castelo grande o suficiente, nenhum exército armado como gostaria exatamente que fosse. 

Então seria vagabundo, bandido, viciado por anos, pederasta, tarado, assassino e corrupto, corruptor e covarde, vacilante e vilão. 
Choraria sem ninguém pra me consolar, encheria meu coração de fúria e de destruição. 
Então, tentaria inventar a morte, mesmo sabendo que ela não poderia existir pra mim. 
Tentaria buscar o niilismo, mesmo sabendo que o nada nem mesmo a meditação e o nirvana poderiam de fato aplacar a mente e o corpo de um ser materialmente imortal. 
Acredito claramente, talvez por arrogância e vislumbre do meu estado atual, que eu buscaria tentar esquecer as experiências passadas, fugiria dos excessos e tentaria em fim ser uma cara normal, como eu ou como você, com um emprego, uma casa, um aluguel e um cartão de crédito para pagar. 
Porque esse são os problemas realmente suportáveis nesse universo, e nenhum outro mais.

Finais não importam


Acaso gostaria eu de me especializar nas preliminares, nos intróitos e nas formalidades iniciais? Sim, porque se eu abrisse e lê-se trechos à esmo, ficaria claro e assumido que estou voltado para a diversão esparsa e imediata, mas aparentemente sinto-me acovardado em assumir que não quero mais ler livro algum, então quando os abro de forma magnífica sentindo seu cheiro de novo com grata novidade no estilo e forma autorais, vou sempre para seus inícios. 


Gosto de coisas novas, e de contar casos furtivos que me aparecem na mente. Tenho alta dificuldade em escrever memórias ou continuar histórias de outros dias. Seria essa atitude um exemplo do espírito nômade e casual que cerceia os grandes projetos de nossa geração?

Percebi algo parecido com minhas leituras. Cada dia que vou na biblioteca, e minhas visitas são diárias, quero ler trechos de um novo livro. Sempre começo do prefácio, e quando ou se os venço, parto para o início do capítulo primeiro. 

Mas de lá sou condenado a nunca mais voltar. O que de fato significa isso? Eu me faço essa pergunta freqüentemente, o porque não dignificar nenhuma obra com um pouco da minha paciência e persistência? 
Sabem vocês, como sei eu que a memória do ser humano não se compara às memórias dos elefantes, então se, de alguma forma voltar a ler esses livros talvez daqui cinco semanas ou anos, tornarei a começá-los novamente da contra capa, sob risco de mal lembrar de que se trata o início do livro e seu primordial incidente incitante.

Falou aquela amante de gatos

Mysterious Cat by GiovannyArceVejam os olhos desse gato! São amarelos, como âmbar, alguém dê sardinha em homenagem à fofura desse velhaco!

Quem foge do grito que mora lá dentro?

Quero novo, quero algo novo, que não posso sempre cantar nesse palco canções tão tristes sem verter algumas vezes inspiração.
Quero tédio, só um pouco de tédio, que de estresse e terror vivemos todo o tempo. Um copo de vinho por um minuto de silêncio na minha cabeça, e não falo de garrafa casta, mas coisa fina de boa cepa!

Ai, se me dessem mais tempo, pra falar quanto mais coisa quero, que sou um homem de paixão, rico de amor e cheio de evidências de um não bastar infinito!

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Biblioteca Mário de Andrade

Masoch, o escritor que discursava

Em um tempo não muito distante, também não muito remoto, um escritor escreveu um livro contando uma história. 
writer-wretch  Era uma boa história, pensou, ao ver seu trabalho concluído. 
  Porém não sabia de fato como faria para que as pessoas lessem essa obra prodigiosa que custara lhe grande trabalho para sua construção. 
  Desolado, por ter em mais apenas seu original e nada mais, bem parentes bem amigos que gostassem de ler ou lhe pudessem indicar uma editora,  Masoch, esse é o nome que  lhe daremos, estava desolado, imaginando o ostracismo eterno de sua recém nascida história. 
  Um dia, voltando do trabalho e sem nada de importante para fazer, sentou se ao computador com café e rosquinhas nas mãos. 
  Olhou sites cotidianos, fofocas de celebridades e outras tantas trivialidades às quais estamos tão acostumados a doar nosso escasso tempo de vida útil. 
  Um link então o remeteu à uma página do you tube onde se encontrava um vídeo em que um aspirante a ator encenava um monólogo em frente à um pano preto. 
  A encenação era sofrível e o texto escolhido era péssimo, mas serviu de inspiração para o grande momento de epifania que Masoch teve. 
  Ele pensou em narrar seu livro em um grande vídeo com todas as vozes, tempos e pausas dramáticas que idealizara para seu texto. 
  Naquele dia e nos seguintes, Masoch nada mais fez do que preparar se para a narração. 
  No início, narrou em seu quarto, com alguns problemas de áudio ou de buzinas provenientes da rua em frente ao seu apartamento. 
  Depois, seus conhecidos e parentes começaram a ficar curiosos e decidiram bisbilhotar sua recém atividade secreta. 
  Com o tempo, porém, Masoch arrumou jeito para enfrentar cada um dos pequenos empecilhos que atravancavam seu projeto e deu prosseguimento â um fluxo consistente de trabalho. Masoch até se deu ao luxo de gravar trechos em bares onde fumaça cigarros, subindo montanhas, andando de bicicleta e até no consultório de sua dentista. 
  Todos que o viam achavam no louco, mas que mais deveriam fazer se sua loucura era inofensiva e pouco incomoda para os outros? 
  Falar por falar sozinho, por isso inventaram os celulares. Pois bem. Após um ano de serviço, pós termo ao seu projeto. 
  Tinha em maios um vídeo de quase trinta horas contendo a completude de sua obra. Narração, imagens bonitas e condizentes com o texto, até alguns efeitos especiais sonoros e demais  penduricalhos ornamentais. 
  Porém não sabia de fato como faria para que as pessoas assistissem esse vídeo prodigioso que custara lhe grande trabalho para sua construção. 
  Então depois de pensar por um dia inteiro, decidiu contratar um agente. Fim.

A mão esquerda da escuridão, de Ursula K. Le Guin

  O prefácio do livro dessa autora é o máximo. Ela diz que geralmente a ficção científica se dá por meio da extrapolação. Então, exemplifica que doses pequenas de alimentos ingeridos diariamente por seres humanos normalmente causam câncer em ratos em doses cavalares.
  E então compara isso à ficção científica extrapolada, que sempre torna o mundo futuro em algo caótico e potencialmente perigoso.
  Depois, Úrsula nos diz que existe também a ficção científica feita através do sentimento da época, ou seja, o que o autor sente das relações humanas no presente, e a experimenta em um contexto alienígena, não existente em lugar nenhum de universo que não seja sua própria mente criadora.
  Ela separa o profeta, alguém que prevê o futuro gratuitamente, o vidente, que o prevê por honorários, o futurólogo de forma assalariada, e então diz que o escritor de ficção científica não é de nenhuma forma comparável a eles, pois este vive da mentira descarada.
  O escritor não prevê nada, ele ao contrário inventa, ou seja, mente algo baseado como os seus conhecimentos e premissas de mundo presente.
  Cita no final o eterno paradoxo da escrita, que é utilizar-se dela para fazer com que pessoas pensem em coisas indizíveis em palavras. 
  A mentira, do ponto de vista semiótico, o símbolo no ponto de vista psicológico e a metáfora no sentido filosófico são as múltiplas facetas que um amontoado complexo de palavras pode assumir para criar a ilusão de um novo mundo que jamais existirá na cabeça do escritor e seu leitor.
  Como diria Mário Vargas Llosa em um ensaio, o romance não nasce da simples escrita de seu autor, mas na primeira leitura de sua obra. Excitante perspectiva.