Na minha opinião, a questão se resume ao a ponto de vista. Culturalmente, o homem só depende dele para abordar uma mulher, enquanto que a mulher depende da abordagem do homem para que ela então decida as coisas. Lógico que as coisas estão mudando com a emancipação da mulher, mas a dança do acasalamento continua tendo regras pré-definidas firmadas pela tradição, que lembra aquela alegoria da donzela na torre e o príncipe salvador. Então, o homem, independente de sua culpa em relação a qualquer problema, tem um universo de preocupações bastante distinto das mulheres. Enquanto o homem se preocupa em como vai fazer pra subir na torre, a mulher preocupa-se em ser interessante o suficiente para que o homem queira subir na torre. Ou seja, num mundo moderno em que os papéis mudam-se e às vezes até se invertem, fica difícil para as mulheres ou os homens dizerem ao certo o que realmente precisam para encontrarem parceiros e manter a relação. Coitado dos jornalista que precisam escrever sobre o tema, sem terem ao menos refletido sobre o assunto! Pense no que temos hoje, mulheres que descem a torre de rapel, homens que não querem escalá-la para não quebrar as unhas, mulheres que escalam torres para salvar os homens pavoneando lá em cima....... como será então a geração das nossas proles? Tenho piedade dos que tentam se adiantar com palpites....
sexta-feira, 27 de junho de 2014
Se as mulheres são mal amadas, a culpa é de quem?
Na minha opinião, a questão se resume ao a ponto de vista. Culturalmente, o homem só depende dele para abordar uma mulher, enquanto que a mulher depende da abordagem do homem para que ela então decida as coisas. Lógico que as coisas estão mudando com a emancipação da mulher, mas a dança do acasalamento continua tendo regras pré-definidas firmadas pela tradição, que lembra aquela alegoria da donzela na torre e o príncipe salvador. Então, o homem, independente de sua culpa em relação a qualquer problema, tem um universo de preocupações bastante distinto das mulheres. Enquanto o homem se preocupa em como vai fazer pra subir na torre, a mulher preocupa-se em ser interessante o suficiente para que o homem queira subir na torre. Ou seja, num mundo moderno em que os papéis mudam-se e às vezes até se invertem, fica difícil para as mulheres ou os homens dizerem ao certo o que realmente precisam para encontrarem parceiros e manter a relação. Coitado dos jornalista que precisam escrever sobre o tema, sem terem ao menos refletido sobre o assunto! Pense no que temos hoje, mulheres que descem a torre de rapel, homens que não querem escalá-la para não quebrar as unhas, mulheres que escalam torres para salvar os homens pavoneando lá em cima....... como será então a geração das nossas proles? Tenho piedade dos que tentam se adiantar com palpites....
quinta-feira, 26 de junho de 2014
Coisas que a gente testemunha
Blazer azul marinho
gasto com seis botões dourados, três outros em cada gola, sapato meio surrado no pé, calças sociais cinza chumbo
dignas, apesar de idosas. O senhor está angustiado no telefone, fala algo sobre
ter perdido o telefone , ter perdido o outro número porque lhe sumiu a agenda
de trabalho. Apela paro o longo histórico profissional entre os dois, mas seu
interlocutor está irredutível. Enquanto expõe seus argumentos, deixa escapar um
suave sotaque nordestino, algo que notavelmente só traz um pouco de nostalgia
ao diálogo, visto que muitos dos seus sessenta e poucos anos de idade foram
vividos aqui em terras paulistas. Abranda os argumentos, escuta mais, só abre a
boca para concordar. Eu sei, ele abusou da sorte, mas foi só isso, eu lhe
garanto, ele não fez nada mais que isso. Concorda mais algumas vezes, sendo
pouco a pouco derrotado pelo interlocutor, sabe que não tem mais cartas na
manga. O erro foi crasso, sua experiência de longa data não pode tirá-lo dessa
situação. Cita alguns fatos ultrapassados, tentando trilhar um novo caminho,
pelos bons tempos. Não, não, o Dr. Eleutério desistiu da eleição, acha que não
tem mais jeito. Ter sido assessor durante tanto tempo me fez ver muita coisa,
diz, essa eu não esperava, peço que justamente reconsidere. Baixou cabeça, como
vira-latas baixa o rabo. Apertou o telefone retangular de botões obsoletos,
enquanto o depositava no balcão. Aparelho tão ultrapassado quando ele, e essas
coisas velhas sempre acabam por ser substituídas. As coisas mudam, necessidades
são saciadas de novas formas, dançarinos precisam saber dançar as músicas da
moda. Enquanto pagava meu café, escutei ele cancelando o pão na chapa e pedindo
um conhaque no lugar. Duplo, o mais barato, pra sobrar pro bilhete de metrô.
Fui embora sem olhar pra trás.
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Já te revelaram um segredo?
Hoje aprendi uma coisa nova.Quem me contou essa coisa disse pra mim que tinha um segredo há muito tempo guardado, mas que não se importava em compartilhá-lo com alguém: os tempos já eram outros e não valia mais como antigamente.
Mas confiava em mim porque disse que eu tinha olhos de arqueólogo e poderia me surpreender se contextualizasse a informação. Ou seja, em outras épocas esse segredo seria muito valioso, mas hoje estava guardado em um relicário por valores sentimentais.
Pessoa z então contou a sua coisa. E, incrível, não é que era um bom segredo mesmo? Posso garantir que eu não conseguiria mantê-lo por pouco mais de 15 anos, como foi o caso; bem, talvez o mantivesse por uns dois ou três anos no máximo.
Se bem que, envolvia outros, e envolvia o dono. Uns iria achar normal (carpe diem!) mas a grande maioria do povo é conservadora, e poderia dizer que tudo era muito vexaminoso. Obliterante da moral e dos bons custumes, eruditos diriam!
Ou talvez ninguém dissesse nada, nem ligassem. Difícil dizer, pois tanto tempo se passou, e as coisas não são mais como antes. Mas algo eu posso garantir, categoticamente... eu ficaria pasmo se soubesse a coisa na época em questão.Ah, me ajudaria a confirmar uma série de teorias genéricas que fui obrigado a abandonar ao longo do tempo por falta de dados substanciais. Abriria meus olhos para os céticos ante teorias da conspiração. Afinal, não é uma conspiração se pensar. Só era daquele jeito porque era assim que deveria ser feito, e coisas assim devem, pelo menos naquele momento, ser mantidas em completo segredo.
Pelo bem dos envolvidos e de seus parentes desavisados, lógico!Pena que hoje não se valorizem mais essas coisas, e a pessoa em si talvez não se sinta tão especial quanto antes... mas por um momento, creio que sua estrela brilhou mais que nunca!
Hoje não aprendi uma coisa nova, mas três.
Aprendi algo sobre segredos e pessoas, aprendi o segredo em si da pessoa e, o mais importante, que não importa quanto tempo seu segredo ficou guardado a sete chaves, você sempre vai acabar dando com a língua nos dentes e contar ele para um língua solta como eu!
Brincadeira, eu consigo guardar ele por mais um tempo... quem sabe não é?
:)
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Um clássico é um livro que nunca terminou de dizer aquilo que tinha para dizer.
Porque o relemos com o mesmo prazer, ou talvez até maior do que o da primeira leitura.
Um livro é bom se tem uma história que agrada, mas também pode ser bom por seu estilo ou por seus sentidos subliminares.
Gosto do "Dicionário Kazar" porque me faz sonhar sonhos estranhos, por exemplo.
Curto muito isso em livros.
Agora estou lendo algo que me faz sentir bem, pela leveza da leitura: "O nariz de Pasquale".
Bom, muito bom.
Porque ele nos leva à uma emboscada: diz que é a história de um turista que decide passar seu ócio em uma cidade exótica, e de fato é isso que nos traz, porém notamos uma grande filosofia através das observações sensíveis das personagens locais através dos olhos nosso protagonista.
Aclamado por sua estranheza e encanto, este livro conta a história de um advogado de Nova York que foge para uma pequena vila etrusca com sua esposa e bebê e descobre uma comunidade de excêntricos que os fazem se sentir em casa. Bairrista e saboroso como todo descendente de italianos sabe reconhecer!
"Il Buco está localizado em uma das ruas mais curtas, estreita e escuras de Sutri.
Fiel ao seu nome e localização, é um buraco escavado na lateral de um edifício, como se o prédio tivesse sido operado em anos anteriores e que sua ferida não tivesse sido devidamente fechada.
.jpg)
A sala de jantar de Il Buco não tem mais que cinco mesas, com o resto do espaço ocupado (em ordem de tamanho crescente) pelo refrigerador, Salvatore, e da lareira. Nas paredes de Il Buco - originalmente branco, agora coberto por uma fumaça cinza-patina, se encontram três pequenas pinturas sendo que uma das quais é um retrato de uma mulher que parece ter engasgado com uma salsicha. A pintora era uma mulher que recebeu alguma notoriedade durante a sua vida, e que. segundo Salvatore clama, jantou no Il Buco.
Apesar das grandes quantidades de calor e fumaça geradas pela lareira, Salvatore encontra-se impávido, deslizando carne dentro e fora das chamas, seus braços passeando sobre a garganta de fogo. As labaredas não afetam Salvatore. Ele é o seu mestre. Salvatore é Vulcano."
Legal mesmo.
Um livro é bom se tem uma história que agrada, mas também pode ser bom por seu estilo ou por seus sentidos subliminares.
Gosto do "Dicionário Kazar" porque me faz sonhar sonhos estranhos, por exemplo.
Curto muito isso em livros.
Agora estou lendo algo que me faz sentir bem, pela leveza da leitura: "O nariz de Pasquale".
Bom, muito bom.
Porque ele nos leva à uma emboscada: diz que é a história de um turista que decide passar seu ócio em uma cidade exótica, e de fato é isso que nos traz, porém notamos uma grande filosofia através das observações sensíveis das personagens locais através dos olhos nosso protagonista.
Aclamado por sua estranheza e encanto, este livro conta a história de um advogado de Nova York que foge para uma pequena vila etrusca com sua esposa e bebê e descobre uma comunidade de excêntricos que os fazem se sentir em casa. Bairrista e saboroso como todo descendente de italianos sabe reconhecer!"Il Buco está localizado em uma das ruas mais curtas, estreita e escuras de Sutri.
Fiel ao seu nome e localização, é um buraco escavado na lateral de um edifício, como se o prédio tivesse sido operado em anos anteriores e que sua ferida não tivesse sido devidamente fechada.
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A sala de jantar de Il Buco não tem mais que cinco mesas, com o resto do espaço ocupado (em ordem de tamanho crescente) pelo refrigerador, Salvatore, e da lareira. Nas paredes de Il Buco - originalmente branco, agora coberto por uma fumaça cinza-patina, se encontram três pequenas pinturas sendo que uma das quais é um retrato de uma mulher que parece ter engasgado com uma salsicha. A pintora era uma mulher que recebeu alguma notoriedade durante a sua vida, e que. segundo Salvatore clama, jantou no Il Buco.
Apesar das grandes quantidades de calor e fumaça geradas pela lareira, Salvatore encontra-se impávido, deslizando carne dentro e fora das chamas, seus braços passeando sobre a garganta de fogo. As labaredas não afetam Salvatore. Ele é o seu mestre. Salvatore é Vulcano."
Legal mesmo.
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Içado, após rendido
...do mar mais distante é que te vejo, expondo-se graciosa por sobre o cais do meu desejo, chegando incólume e com ardor ao coração, obliterando meu olhar que vé só fogo e paixão / sereia, bela sereia, me confessa só uma vez/ não tenho ti, não tenho cais, não tenho nada, tudo não passa de uma ilusão.... por que me enganas, bela sereia?
quarta-feira, 18 de julho de 2012
Professora
Quantos pequenos acham que merecem você.
Mas você não merece os pequenos, porque sabe que suas responsabilidades são maiores, pra não dizer piores.
Cuidado meu bem, senão os pequenos engolem você...
Mas você não merece os pequenos, porque sabe que suas responsabilidades são maiores, pra não dizer piores.
Cuidado meu bem, senão os pequenos engolem você...
Confusão arquitetada
Estou abismado com as possibilidades, a vida é tão curiosa quanto improvável!
As vezes ando em círculos, vez por outras me esforço pra me perder, só pra conhecer novos caminhos, com luzes novas e brilhos intensos.
Hoje vejo que a diferença é o prêmio sutil daquele que tem olhos treinados e acuidade para percebê-lo, porque não basta querer ver as coisas com outros olhos, também têm que querer enxergar!
Calendoscópios, mosaicos e labirintos, que venham todos em sonhos pra mim hoje, que essa noite quero vislumbrar minha paixão sempre inconformada pela diferença! Ah, como é bom ter a liberdade, o frio arrepiante da brisa sobre os cabelos soltos, sentir seu cheiro de perigo, sua ilusão traiçoeira! Hoje quero amá-la, solitário, que pouco se sabe sobre a paz interior que não habite a mais profunda relação unitária entre os céus e o homem em seu pretenso singular. Vamos vento, me carregue, estou pronto pra sentir paixão!
As vezes ando em círculos, vez por outras me esforço pra me perder, só pra conhecer novos caminhos, com luzes novas e brilhos intensos.
Hoje vejo que a diferença é o prêmio sutil daquele que tem olhos treinados e acuidade para percebê-lo, porque não basta querer ver as coisas com outros olhos, também têm que querer enxergar!
Calendoscópios, mosaicos e labirintos, que venham todos em sonhos pra mim hoje, que essa noite quero vislumbrar minha paixão sempre inconformada pela diferença! Ah, como é bom ter a liberdade, o frio arrepiante da brisa sobre os cabelos soltos, sentir seu cheiro de perigo, sua ilusão traiçoeira! Hoje quero amá-la, solitário, que pouco se sabe sobre a paz interior que não habite a mais profunda relação unitária entre os céus e o homem em seu pretenso singular. Vamos vento, me carregue, estou pronto pra sentir paixão!
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Meu cantinho especial, em Montevidéu.
Uma lembrança, por nefasta que se nossa memória, vez por outra fustiga nossa alma para que lembremos nosso verdadeiro trilhar por esse mundo. Poucas dessas memórias tenho em mim com tanta intensidade como a que me trás esse lugar.
Trata-se da sala de um albergue, mas muito mais importante que isso, são as impressão de velho casarão que nunca o abandonam, ao contrário, pululam em todo lugar como risos abafados de crianças e lampejo de família tradicional. Mas estranho, tudo soa fantasmagórico, atemporal por lá, ouso dizer que tudo é meio que abençoado por uma intensa melancolia.
Cada um nota o que quer, e eu notei o que importava pra minha vida que era meu sonho de infância, o almejo por escrever.
Hoje um enfeite, ou peso de porta, antes aquela antiga máquina de escrever foi algo que minha imaginação alçou como uma ferramenta de um jornalista, um escrivão de polícia, ou talvez de um grande escritor de romances uruguaios.
E o cheiro, o cheiro daquele lugar! O clima perfeito, nem frio nem quente, mas fresco o suficiente para observar, por sobre as grandes janelas dessa sala, o passar de transeuntes despreocupados pelo bairro intelectual convidando o observador a esmiuçá-los, analisá-los, transformá-los em personagens de grandes intrigas ou simples poesia.
É nesse lugar que decidi, em âmago e alma, escrever o que penso, o que imagino, o que crio só pra mim, e doar para o mundo. Parir esses filhos de sonhos e ser feliz por participar de alguma forma, com algo que é meu para outros que queiram comigo viajar.
sexta-feira, 13 de julho de 2012
Dias Herméticos
Por quê não interessa? Simples. Porque cansei de me interessar pelas coisas, pelos tempos, pelas pessoas, pelos planos, pela vida. Não estou deprimido, triste ou descabido, e pelo contrário do que pareça, continuo sendo um inconformado. A questão é que chega um momento que acredito que todo ser humano com um mínimo de ócio* passa em que percebemos que tudo o que fazemos é um tremendo clichê, um imenso lick de guitarra mundano**, e que não importa quão rápido e longínquo fujamos da maré, sempre seremos pegos por ela. Ou seja, não conseguimos ser originais, únicos, ou qualquer outro lero-lero. Sempre acabamos parte do ciclo vicioso, como diria Belchior, como nossos pais.
Por quê fiz uma torta pra ninguém comer? Por que chutei um copo de leite de quase um litro no tapete só pra limpar depois, por quê desci do metrô pra comprar uma pimenteira que não preciso? Pra ser excêntrico? Talvez. Mas isso não me faz nem um pouco diferente do grupo de habituais paranóicos-maníacos-deturpados-paulistanos do qual infelizmente fujo, mas que vejo agora, faço parte.Quero correr, fugir do meu emprego, da minha cidade, dos meus amigos, da minha vida, por um pouquinho só, apenas o suficiente para olhar de fora o sistema o qual faço parte, e ver se realmente sinto falta de algo. Porque dinheiro ou bem material nenhum no mundo me agraciam com a tentação pela longevidade. Quero explodir, quero derreter, quero ser nada, porque a vida inteira eu sofri almejando ser tudo! Ser bombeiro, engenheiro, padeiro, líder intelectual, ser gostoso, ser lindão, ser famoso, ser o maior amigo dos amigos do mundo! Agora quero Isso, esse Isso único, o ser Nada. Nem que seja só por hum ano, 10 dias ou dois segundos. Tenho certeza que só chegando Nisso é que poderei um dia saber se realmente quero alguma coisa. Talvez ser um clichê, por exemplo. Mas um clichê realizado.
*quem não pára(SIC) pra pensar não sofre, mesmo porque não pensa.
**homenagem ao dia mundial do Rock. Que dia bobo. Prefiro o dia municipal do Forró.
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Frase que escutei no mercado
Vai levá bolachinha recheada não, Messias?
daí parei, pus a a caixa de leite de volta na estante e pensei: é, português é o que está na boca do povo, o resto é só devaneio da academia brasileira de letras.
daí parei, pus a a caixa de leite de volta na estante e pensei: é, português é o que está na boca do povo, o resto é só devaneio da academia brasileira de letras.
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Comédia contraversa
Esqueça todas as indicações que eu fiz. Assista Happinness, 1998.
http://www.imdb.com/title/tt0147612/
São histórias de várias pessoas.
Mas os diálogos, épicos, do pai certinho(!?) e do filhão descobrindo o mundo são fascinantes.
um deles, parafraseado de memória:
-Pai, o que é gozar?
-É um liquido espesso que sai do seu pênis durante uma grande momento de excitação.
Filho envergonhado.
-Filho, você já gozou?
-Já pai.
Pai vê cara de filho constrangido.
-Não precisa mentir para o seu pai.
-É que todos na classe já gozaram.
-Não se preocupe filho. Um dia você conseguirá gozar. Você costuma brincar com seu amigo?-Bem, já, mas não sei o que fazer.
-Bom, filho, se você quiser, eu posso te mostrar...
-Não pai, obrigado.
-Mas se precisar de ajuda, pode contar comigo...
-Certo pai.
-E não deixe de praticar, ok filho?
-Ok pai, boa noite.
-Boa noite, garoto.
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Vc não mede as palavras!
Eu pinto sua vida de um colorido que não tem matiz igual nas suas experiências anteriores. Então estranha.
Qualidade duvidosa?
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Santiago do Chile
Andar à pé em Santiago é uma experiência única. com um plano urbanístico bem definido e agradável, possui um sistema de transporte sensacional, sem contar a educação do povo, que é atencioso e gosta de contar sobre sua cultura e cidade. Curioso, eles conhecem muito sobre o Brasil, desde política até futebol! Com blusa leve deu pra passar praticamente 10 dias de inverno sem problemas, desde que você esteja acompanhado do sol: escureceu ou fechou o tempo esfria muito repentinamente! Um passeio maravilhoso, pra fazer várias vezes na vida. Recomendo!
terça-feira, 28 de junho de 2011
Turquia na União Européia?
Turquia, militarmente bem armada e treinada, estrategicamente posicionada próximo à Israel numa eventual frente ao Irã, com uma população pareando numericamente à da Alemanha. Modernamente bem relacionada com sua antiga antagonista Grécia, boa fornecedora de matéria-prima e mão de obra barata.
Parece ser um bom partido para a adesão à União Européia, não acham? Para responder essa pergunta, é preciso observar controvérsias curiosas.
Parece ser um bom partido para a adesão à União Européia, não acham? Para responder essa pergunta, é preciso observar controvérsias curiosas.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Tudo é ponto de vista
Dizem sobre o mito da caverna de Platão que o mundo tátil em que vivemos é uma ilusão e que no plano das idéias conseguimos a verdadeira realidade.
Bem, estava pensando sobre isso quando vi essa imagem aí do lado. Quanto mesmo da realidade não está realmente no plano das intensões :?)
Bem, estava pensando sobre isso quando vi essa imagem aí do lado. Quanto mesmo da realidade não está realmente no plano das intensões :?)
Tapete cor de carmim
Assumi, depois dos goles de leite morno frente à janela molhada de chuva que, pasma, acabara de concordar com a troca do velho tapete de sisal da vovó pelo felpudo cor de carmim que mamãe trouxera de uma de suas viagens ao exterior.
Gosto de deixar claro meu ponto de vista que não gosta de olhar mudanças por perto do meu mundo.
Afinal, tenho coisas mais importantes para ocupar minha cabeça frente às decepções táteis causadas pelas esdrúxulas decorações feitas por uma perua que prefere ir a vernissages e concertos e óperas a abraçar sua filha com gripe. Mas dessa vez creio que ela acertou em cheio.
Quente e macio, cheio de parafusinhos aveludados, parece até um grande bichinho de pelúcia que, me aconchegando em seus braços, leva-me a aventuras mil enquanto observo o vento levar água e movimentar as árvores desfolhadas do lado de lá dos vidros cristalinos.
O cheiro de pipoca vindo da cozinha ajuda as boas sensações de paz, tranquilidade, e de espera.
Maria sabe fazer os melhores bolos do mundo, mas nunca me deixa esperando em demasia sem a minha pipoca amanteigada com chocolate quente. Hoje, como os outros dias meus de solidão na sala em tempos de férias, não seria diferente.
E como estou aqui, quietinha e com o nariz vermelho, Maria prometeu-me o meu predileto bolo de framboesas. Acho que posso dormir um pouquinho, só um tiquinho sem que esse dia perfeito se acabe.
Meu soninho gostoso das três da tarde...
Gosto de deixar claro meu ponto de vista que não gosta de olhar mudanças por perto do meu mundo.
Afinal, tenho coisas mais importantes para ocupar minha cabeça frente às decepções táteis causadas pelas esdrúxulas decorações feitas por uma perua que prefere ir a vernissages e concertos e óperas a abraçar sua filha com gripe. Mas dessa vez creio que ela acertou em cheio.
Quente e macio, cheio de parafusinhos aveludados, parece até um grande bichinho de pelúcia que, me aconchegando em seus braços, leva-me a aventuras mil enquanto observo o vento levar água e movimentar as árvores desfolhadas do lado de lá dos vidros cristalinos.
O cheiro de pipoca vindo da cozinha ajuda as boas sensações de paz, tranquilidade, e de espera.
Maria sabe fazer os melhores bolos do mundo, mas nunca me deixa esperando em demasia sem a minha pipoca amanteigada com chocolate quente. Hoje, como os outros dias meus de solidão na sala em tempos de férias, não seria diferente.
E como estou aqui, quietinha e com o nariz vermelho, Maria prometeu-me o meu predileto bolo de framboesas. Acho que posso dormir um pouquinho, só um tiquinho sem que esse dia perfeito se acabe.
Meu soninho gostoso das três da tarde...
terça-feira, 14 de junho de 2011
Oração ao amigo cansado de aconselhar
Um dia triste na casa torta. Fugi de mim ao encontrar alguém para lamentar.
Meu Deus, querido e amado de todos, queira seu filho no momento em que ele não pode querer ninguém.
Espero sozinho que um pranto externo venha, mas só chovem as lágrimas dentro de mim.
Obrigado àquele que pensa que pode se apiedar desse ser de aço e concreto armado.
Que só posso dizer que não mereço sua graça, mas aceito as esmolas do seu coração.
Estou assim, com gripe, com remorso, com saudades de tudo que sonhei e que se foi, sem ter um dia vindo.
Reza pra essa alma, torce por ela, que tudo se revigore, e que eu posso sorrir novamente pra você.
Que hoje estou seco de lágrimas, mas cheio de paixão.
Meu Deus, querido e amado de todos, queira seu filho no momento em que ele não pode querer ninguém.
Espero sozinho que um pranto externo venha, mas só chovem as lágrimas dentro de mim.
Obrigado àquele que pensa que pode se apiedar desse ser de aço e concreto armado.
Que só posso dizer que não mereço sua graça, mas aceito as esmolas do seu coração.
Estou assim, com gripe, com remorso, com saudades de tudo que sonhei e que se foi, sem ter um dia vindo.
Reza pra essa alma, torce por ela, que tudo se revigore, e que eu posso sorrir novamente pra você.
Que hoje estou seco de lágrimas, mas cheio de paixão.
domingo, 12 de junho de 2011
Oportunidades amorosas de um ser inoportuno.
-Oi.
-Oi.
-Como é que vai?
-Não quero falar sobre isso.
-Então vamos falar sobre o tempo.
-Vai chover. Ou então vai fazer muito calor ou muito frio.
-Já pensou em usar algo alucinógeno?
-Ah, cala a boca.
-Eu gosto de você.
-Eu também gosto de mim. Por quê não cai fora?
-Minha vida é sem graça sem você por perto.
-Já a minha é um tédio profundo com você por aqui!
-Tá bom, desisto, vou fazer um despacho pra você...
-Então você acredita em macumba?
-Não, acredito que pessoas como você precisam rir mais. Foi uma piada.
-Há, de péssimo gosto!
-Mas riu...
-Ri da sua tentativa fútil de me agradar.
-Ok, então vou desagradá-la ao máximo!
-Como assim?
-Vou deixar você sozinha, aqui nessa balada, curtindo essa festa chata sem ninguém que se interesse por você por perto.
-Ah, obrigada!
-Ei, não vire as costas pra mim!
-Tire as mãos do meu ombro!
-Desculpe, só queria ver seus olhos mais uma vez.
Alguém os interrompe.
-Ei gatinha, esse idiota está te importunando?
-Ah, não enche o saco e vai cuidar da sua vida!
-Tudo bem vadia, vocês se merecem.
-Obrigado.
-Pelo quê?
-Por me defender desse brutamontes.
-Não te fiz nada, só sei me virar sozinha!
-Gosto de gente assim...
-Assim como?
-Independente.
-E quem disse que sou independente?
-Agiu como se fosse.
-E por acaso você é psicólogo pra me analisar?
-Não, sou publicitário, quer dizer, formado em publicidade.
-Então está desempregado?
-Não, na realidade faço outras coisas.
-Que tipo de coisas?
-Bem, eu tiro fotos. Mmm, fiquei feliz por se interessar pelo que faço.
-Quer saber, boa noite!
-Espera, qual é o seu nome?
-Denise.
-Não acredito.
-O quê, que eu chame Denise?
-Não, eu achei que não fosse receber uma resposta.
-É lógico que te daria uma resposta. Por acaso acha que sou mal educada? Eu só não garanto que esse é o meu verdadeiro nome...
-Então você costuma inventar coisas?
-Qual é o problema?
-Nenhum, Na realidade, é a sua segunda qualidade. Adoro pessoas criativas!
-Ah, então eu sou criativa? E o que mais?
-Adoro seu cabelo castanho, e tem um belo sorriso...
-Vocês homens pensam que a gente é meramente um corpo bonito.
-No seu caso, um belo corpo independente e criativo...
-Você é engraçado.
-Adoro fazer você sorrir...
-Não tinha como evitar.
-Não evite nada, gosto quando age assim...
-Assim como?
-Naturalmente, perto de mim. Parece que nos conhecemos faz tempo!
-Você é muito chavequeiro. Fala isso pra todas?
-Só pras mais lindas.
-Lá vem você com esse papo de beleza.
-É claro que você é atraente, mas estava me referindo ao seu eu interior, seu charme, sua graça; olha, de novo com esse sorriso que me tira do sério!
-Sabe, aceitaria um drinque, mas...
-Mas o quê, meu bem?
-Eu prefiro ir embora, está tarde e eu, bem, não importa.
-O que foi?
-Estava esperando alguém que me deu o cano.
-Como assim? Fico feliz!
-Feliz pela minha tristeza?
-Não, feliz pelo fato de que, no dia dos namorados, nós realmente tivéssemos a chance de se conhecer...
-Você me faz rir. Olha, não posso deixar de ser sincera, você é uma graça!
-Obrigado, são seus olhos. Mas então, aceita o drinque? Eu recomendo o Sex on the Beach...
-Vocês homens, sempre pulando etapas! Não consegue se contentar com um beijo antes?
Inspiração do dia dos namorados...
-Oi.
-Como é que vai?
-Não quero falar sobre isso.
-Então vamos falar sobre o tempo.
-Vai chover. Ou então vai fazer muito calor ou muito frio.
-Já pensou em usar algo alucinógeno?
-Ah, cala a boca.
-Eu gosto de você.
-Eu também gosto de mim. Por quê não cai fora?
-Minha vida é sem graça sem você por perto.
-Já a minha é um tédio profundo com você por aqui!
-Tá bom, desisto, vou fazer um despacho pra você...
-Então você acredita em macumba?
-Não, acredito que pessoas como você precisam rir mais. Foi uma piada.
-Há, de péssimo gosto!
-Mas riu...
-Ri da sua tentativa fútil de me agradar.
-Ok, então vou desagradá-la ao máximo!
-Como assim?
-Vou deixar você sozinha, aqui nessa balada, curtindo essa festa chata sem ninguém que se interesse por você por perto.
-Ah, obrigada!
-Ei, não vire as costas pra mim!
-Tire as mãos do meu ombro!
-Desculpe, só queria ver seus olhos mais uma vez.
Alguém os interrompe.
-Ei gatinha, esse idiota está te importunando?
-Ah, não enche o saco e vai cuidar da sua vida!
-Tudo bem vadia, vocês se merecem.-Obrigado.
-Pelo quê?
-Por me defender desse brutamontes.
-Não te fiz nada, só sei me virar sozinha!
-Gosto de gente assim...
-Assim como?
-Independente.
-E quem disse que sou independente?
-Agiu como se fosse.
-E por acaso você é psicólogo pra me analisar?
-Não, sou publicitário, quer dizer, formado em publicidade.
-Então está desempregado?
-Não, na realidade faço outras coisas.
-Que tipo de coisas?
-Bem, eu tiro fotos. Mmm, fiquei feliz por se interessar pelo que faço.
-Quer saber, boa noite!
-Espera, qual é o seu nome?
-Denise.
-Não acredito.-O quê, que eu chame Denise?
-Não, eu achei que não fosse receber uma resposta.
-É lógico que te daria uma resposta. Por acaso acha que sou mal educada? Eu só não garanto que esse é o meu verdadeiro nome...
-Então você costuma inventar coisas?
-Qual é o problema?
-Nenhum, Na realidade, é a sua segunda qualidade. Adoro pessoas criativas!
-Ah, então eu sou criativa? E o que mais?
-Adoro seu cabelo castanho, e tem um belo sorriso...
-Vocês homens pensam que a gente é meramente um corpo bonito.
-No seu caso, um belo corpo independente e criativo...
-Você é engraçado.
-Adoro fazer você sorrir...
-Não tinha como evitar.
-Não evite nada, gosto quando age assim...
-Assim como?
-Naturalmente, perto de mim. Parece que nos conhecemos faz tempo!
-Você é muito chavequeiro. Fala isso pra todas?
-Só pras mais lindas.
-Lá vem você com esse papo de beleza.
-É claro que você é atraente, mas estava me referindo ao seu eu interior, seu charme, sua graça; olha, de novo com esse sorriso que me tira do sério!
-Sabe, aceitaria um drinque, mas...
-Mas o quê, meu bem?-Eu prefiro ir embora, está tarde e eu, bem, não importa.
-O que foi?
-Estava esperando alguém que me deu o cano.
-Como assim? Fico feliz!
-Feliz pela minha tristeza?
-Não, feliz pelo fato de que, no dia dos namorados, nós realmente tivéssemos a chance de se conhecer...
-Você me faz rir. Olha, não posso deixar de ser sincera, você é uma graça!
-Obrigado, são seus olhos. Mas então, aceita o drinque? Eu recomendo o Sex on the Beach...
-Vocês homens, sempre pulando etapas! Não consegue se contentar com um beijo antes?
Inspiração do dia dos namorados...
sábado, 11 de junho de 2011
Transliteração de sinistra educação.
As escola ferra os mano que não sabem o que querem e acabam escolhendo errado o que não querem depois querem mudar, não mudam e acabam desestindo, ou entãoo mudam e descobrem que querem mudar de novo ou então não muda mas não exerce a profissão que nem eu.
Hoje eu vi a violência, mas não quero falar sobre ela.
Por que falar sobre a violência, se hoje é véspera do amor de união, do dia preferido do casal.
Sim, vi o que não devia e fiquei mal, mas talvez nem tanto quando pudesse se não fosse essa bela véspera.
Gosto da solidão desse dia, porque adoro observar pessoas.
Sentir a aflição do presente certo, a cara de dúvida do moço pelo terno largo do pai emprestado, pelo carro do pai emprestado. O sorriso da moça, a maquiagem e os assuntinhos de cabeleireira com as amigas...
Dizem muito sobre o teor comercial dessa data, e coisas e tal.
Ora, a vida é chata sem um pouco de poesia, aceitem as coisas com um sorriso no rosto, hoje é dia das mão dadas!
Porque eu vi a violência hoje, enquanto observava pessoas, e talvez por ser esse dia, véspera do dia dos namorados, preferi abrir meu coração, e esperar um pouco mais de amor no mundo.
Não se sinta obrigado a estar com alguém, ou de ter alguém. Sinta-se obrigado a sorrir pra vida, dar um abraço nela, beijar sua testa e desejar tudo de bom enquanto olha as estrelas apagadas pela grande lua-cheia.
Sinta-se no dever de se amar.
Mas só hoje, porque é véspera do dia dos namorados, dia que se fica na rua vendo chegar a meia-noite para ver esse evento se desabrochando.
Outros dias, penso em outras coisas. É mais saudável variar. :)
Sim, vi o que não devia e fiquei mal, mas talvez nem tanto quando pudesse se não fosse essa bela véspera.
Gosto da solidão desse dia, porque adoro observar pessoas.
Sentir a aflição do presente certo, a cara de dúvida do moço pelo terno largo do pai emprestado, pelo carro do pai emprestado. O sorriso da moça, a maquiagem e os assuntinhos de cabeleireira com as amigas...
Dizem muito sobre o teor comercial dessa data, e coisas e tal.
Ora, a vida é chata sem um pouco de poesia, aceitem as coisas com um sorriso no rosto, hoje é dia das mão dadas!
Porque eu vi a violência hoje, enquanto observava pessoas, e talvez por ser esse dia, véspera do dia dos namorados, preferi abrir meu coração, e esperar um pouco mais de amor no mundo.
Não se sinta obrigado a estar com alguém, ou de ter alguém. Sinta-se obrigado a sorrir pra vida, dar um abraço nela, beijar sua testa e desejar tudo de bom enquanto olha as estrelas apagadas pela grande lua-cheia.
Sinta-se no dever de se amar.
Mas só hoje, porque é véspera do dia dos namorados, dia que se fica na rua vendo chegar a meia-noite para ver esse evento se desabrochando.
Outros dias, penso em outras coisas. É mais saudável variar. :)
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Ódio amador e dor de amor, pois que seja como for, fujo assim da sua apatia!
Ódio amador e dor de amor, pois que seja como for, fugi assim da apatia! Que coisa essa mais arredia, ficar entediado bem de noite e no final do dia...! Assim não vivo.
Prefiro compaixão. E dó! Sim, tenha dó de mim, que não tenho vergonha de ser abençoado com sua elegância e sua inteligência misericordiosa. E, se possível, com seu calor, calor que é meu, bem na mesquinhez do meu coração, que acho que tudo que não posso ter pertence a mim.
Imagina eu saber que você me odeia, não com o ódio dos tolos que não têm vocação alguma para sentir sentimentos nobres.
Imagina eu ter esse sentimento seu sendo solitário como sou, esfregá-lo com meu viés de avareza que talvez me impeça à retribuição.
Pensa em ter para mim alguém que pára o tempo com esse gemido de alma, sendo só um ser vivendo o momento mais íntegro que humanos podem ter, o do ódio amador.
Que sofra assim, poderosa dor de amor, e que as coisas se estanquem só pra você sonhar comigo sem nunca mais me ver. Ou sentir, ou acreditar. A fé de que não há esperança, e de que a vida é eterna dança, dança essa que você não sabe mais acompanhar.
Deliro sozinho quieto em face, gritando em mente, para que tudo isso seja tal qual descrevo recorrentemente a mim em cada cigarro que fumo até queimar os dedos, e em cada substância que consumo com finalidades de obter a morbidez da temporária torpeza.
Pois tenho medo da solidão, e do ser só, que pra mim, se transfigura na apatia. Por favor, tenha-me dó!
Prefiro compaixão. E dó! Sim, tenha dó de mim, que não tenho vergonha de ser abençoado com sua elegância e sua inteligência misericordiosa. E, se possível, com seu calor, calor que é meu, bem na mesquinhez do meu coração, que acho que tudo que não posso ter pertence a mim.
Imagina eu saber que você me odeia, não com o ódio dos tolos que não têm vocação alguma para sentir sentimentos nobres.
Imagina eu ter esse sentimento seu sendo solitário como sou, esfregá-lo com meu viés de avareza que talvez me impeça à retribuição.
Pensa em ter para mim alguém que pára o tempo com esse gemido de alma, sendo só um ser vivendo o momento mais íntegro que humanos podem ter, o do ódio amador.
Que sofra assim, poderosa dor de amor, e que as coisas se estanquem só pra você sonhar comigo sem nunca mais me ver. Ou sentir, ou acreditar. A fé de que não há esperança, e de que a vida é eterna dança, dança essa que você não sabe mais acompanhar.
Deliro sozinho quieto em face, gritando em mente, para que tudo isso seja tal qual descrevo recorrentemente a mim em cada cigarro que fumo até queimar os dedos, e em cada substância que consumo com finalidades de obter a morbidez da temporária torpeza.
Pois tenho medo da solidão, e do ser só, que pra mim, se transfigura na apatia. Por favor, tenha-me dó!
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Devo satisfações?
Então pagarei satisfações. Com juros. O aventureiro que vos fala viajou por lugares inóspitos, praias paradisíacas, enfrentou alucinações e bestas-feras nas ruínas antigas da antiga Hélade e aventuras burocráticas nos centros urbanos mais improváveis para ter, caros leitores, material novo e fresco para escrever.
Mas vou contar essas coisas em partes, ou melhor, em posts. Peço apenas paciência, pois já fiz o papel de herói, agora vou tentar fazer de narrador...
Mas vou contar essas coisas em partes, ou melhor, em posts. Peço apenas paciência, pois já fiz o papel de herói, agora vou tentar fazer de narrador...
sexta-feira, 27 de maio de 2011
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